AEE2013 - Borboletas Coloridas
efeitos borboletas
sexta-feira, 20 de junho de 2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
TRÊS ATIVIDADES INTERESSANTES PARA ALUNOS COM TEA
TRÊS ATIVIDADES INTERESSANTES PARA ALUNOS COM TEA
A TV musical

Interesses:
Canções
infantis, gestos com os dedos para acompanhar as canções, danças, programas de
TV, vídeos ou DVDs (por exemplo, o DVD educativo do Coelho Sabido, vídeos
musicais da Galinha Pintadinha, etc).
Público alvo:
Pessoas com
autismo de 3 a 12 anos de idade.
Local
de utilização:
sala de aula e sala de AEE
Metas principais:
Contato
visual.
Imitação e participação física.
Imitação e participação física.
Ação motivadora (o papel do adulto):
Ser um
coelho que canta as canções infantis favoritas da criança dentro de uma tela de
TV de papelão. Fazer gestos com os dedos e mãos para acompanhar a letra das
canções.
Solicitação (o papel da criança):
Olhar nos
olhos do adulto para demonstrar interesse na continuidade da atividade interativa.
Preparação da atividade:
Confeccione
uma TV de papelão. Utilize uma caixa de papelão com dimensões de cerca de 50cm
X 50cm X 40cm de forma que na tela de sua TV (buraco na caixa) caibam a sua
cabeça, parte do busto e suas mãos. Você pode colar alguns círculos coloridos
de papel ou E.V.A abaixo da tela representando os botões da TV de volume e de
canais. Orelhas de coelho feitas de papel ou tecido ajudam a caracterizar seu
personagem.
Estrutura da atividade:
Entre na TV
vestido de coelho e explique que você vai cantar as canções favoritas de sua
criança nesta TV muito especial. Cante a primeira canção com animação e
expressividade. Experimente variar o volume, ritmo e timbre de sua voz ao
cantar. Exagere suas caras e bocas dando motivos para a criança querer olhar
para você. Utilize os seus dedos e mãos para fazer gestos que correspondem à
mensagem da letra da música. Por exemplo, na música da “Dona Aranha”, seus
dedos sobem a parede imaginária. Se a criança imitar espontaneamente os seus gestos,
ou cantar com você, a celebre por isso. Ao término da primeira canção, faça uma
pequena pausa e anuncie a próxima canção. Ao término da segunda canção, pause
por alguns segundos e, se a criança olhar espontaneamente para você, a agradeça
pelo olhar e explique que como ela está olhando, você sabe que ela quer mais
canções. Sem pedir nada, inicie a terceira canção. Quando você terminar esta
canção, faça uma pausa e, caso a criança não esteja olhando para você, solicite
que ela olhe para lhe informar querer mais músicas. A cada pausa, celebre o
olhar espontâneo ou solicite que ela olhe para você. Quando ela olhar, celebre
e responda voltando a cantar.
Variações:
Você pode
estimular uma maior duração dos olhares da criança associando diretamente o seu
ato de cantar com o olhar dela: quando ela olha você canta, quando ela deixa de
olhar, você vai ficando sem forças (ou sem bateria!), começa a cantar e agir em
câmera lenta até que você “congela” em uma posição silenciosa. A ideia seria
mostrar que a TV é movida pelo olhar da criança. Quando você começar a ficar
sem forças, explique para a criança que assim que ela olhar você ficará forte
de novo e voltará a cantar.
Se você
quiser que a principal meta da atividade seja a imitação dos seus gestos, não
solicite que ela olhe em seus olhos, solicite apenas que a ela o imite
utilizando as mãos e dedos durante as canções.
A criança
também pode participar fisicamente tocando no círculo (botão do canal) que
representa a canção desejada por ela. Cole de 3 a 5 círculos na TV, cada um de
uma cor, e próximo a cada círculo cole uma figura que representa claramente
cada uma das canções que você pretende cantar. Por exemplo, para a música
“Brilha, Brilha Estrelinha”, cole uma estrelinha próxima ao seu “botão”. No
início da brincadeira, você mesmo aperta um dos botões e canta a música
correspondente. Após demonstrar em alguns ciclos os diferentes botões e suas
canções, solicite que a criança escolha a canção apertando um dos botões para
você cantar.
Uma outra
forma da criança participar fisicamente seria através de um controle remoto de
papelão confeccionado por você. O controle pode ter apenas um botão, o botão
que “liga” a TV. No início, você mesmo liga a sua TV apertando o botão do
controle remoto. Após alguns ciclos, você faz uma pausa entre as canções e
solicita que a criança aperte o botão para ligar a TV.
Adapte a
atividade de acordo com os interesses de sua criança. Se ela não se interessa
por coelhos e não conhece os DVDs do Coelho Sabido, mas adora os vídeos da
Galinha Pintadinha, substitua o personagem do coelho pelo personagem da
galinha.
2ª ATIVIDADE: Fazendo a história

Interesses:
Metas principais:
Acompanhar e
compreender uma sequência narrativa.
Participação física.
Participação física.
Ação motivadora (o papel do educador):
Contar uma
história para a criança utilizando a sequência narrativa de um livro caseiro
personalizado. Utilizar sua expressividade facial, corporal e de voz em breves
encenações para ajudar a criança a manter-se atenta e motivada durante toda a
história. Oferecer opções de cartões para que a criança complete a história.
Solicitação (o papel da criança):
Escolher o
cartão que completará cada trecho da história do livro.
Preparação da atividade:
Confeccione
um livro personalizado utilizando papel de tamanho A3 e deixe espaços em branco
no texto para que cartões possam ser encaixados de forma a completar a
história. Confeccione de 2 a 4 cartões diferentes como opções para cada espaço
em branco. Os cartões podem conter apenas fotos/desenhos, conter fotos/desenhos
e palavras, ou apenas palavras, dependendo do estágio de desenvolvimento das
habilidades cognitivas de sua criança. Plastifique tanto o livro como os
cartões e cole um fita de Velcro no verso dos cartões e nos trechos em branco
do livro para que os cartões possam ser encaixados desta forma. Abaixo um
exemplo de história e de cartões:
Era uma vez
um…
- gato
- cavalo
- tigre
- sapo
Que morava
em uma casa…
- vermelha
- amarela
- azul
- verde
Um dia, ele
foi passear de…
- carro
- trem
- helicóptero
- caminhão
E ele chegou
na….
- escola
- praia
- floresta
- piscina
Ali, ele
encontrou seu amigo…
- pato
- leão
- macaco
- urso
E eles
comeram juntos uma deliciosa e gigante…
- banana
- laranja
- melancia
- maçã
Estrutura da atividade:
Quando você
começar a contar a história, mantenha todos os cartões em uma prateleira e
mostre à sua criança apenas os 2 a 4 cartões referentes à primeira página. Seja
o modelo para sua criança, escolha um dos cartões e coloque você mesmo o cartão
no espaço com velcro do livro, sem pedir nada à criança. Guarde na prateleira
os cartões daquela página que não foram utilizados. Continue a história
utilizando sua expressividade e animação, encenando, oferecendo efeitos sonoros
relativos aos meios de transporte e onomatopeias para cada um dos animais. A
cada espaço em branco, mostre os novos cartões e estimule a criança (caso ela
esteja altamente motivada) a ajudá-lo a escolher um cartão e encaixá-lo no
livro. Lembre-se que o momento em que solicitamos algo da criança também faz
parte da diversão. Traga leveza e animação para este momento demonstrando sua
empolgação em escolher os cartões e montar a história. A criança não precisa
escolher e colocar os cartões no livro. Se ela conseguir manter-se atenta e
acompanhar toda a história, isso já é fantástico para uma criança que ainda não
adquiriu a habilidade de seguir sequências narrativas orais ou escritas. E se
ela participar escolhendo e colocando os cartões no livro, lembre-se de
celebrar muito suas participações!
Variações:
Se a criança
gosta de música, o professor pode fazer uma história cantada. Com uma melodia
conhecida, pode confeccionar o livro
escrevendo a letra original ou uma letra modificada para montar a sua história
e também deixar espaços em branco para a criança completar com os cartões.
Observações:
Algumas
crianças podem se beneficiar de uma história com menos espaços em branco para
completar – ou até nenhum – caso os espaços em branco e os cartões a distraiam
dificultando a compreensão da história narrada. Se este for o caso, invista em
livros personalizados confeccionados por você com os interesses da criança, com
texto simplificado e ilustrações atraentes, para que você possa simplesmente
contar a história com animação e expressividade.
3ª ATIVIDADE: Dado das brincadeiras
Interesses:
Brincadeiras físicas, pular,
rodar, cair, balançar, massagem com diferentes pressões, jogar objetos para
cima e vê-los cair.
Metas principais:
Desenvolver
atenção compartilhada de 15 minutos ou mais.
Flexibilidade.
Participação física.
Flexibilidade.
Participação física.
Ação motivadora (o papel do professor):
Oferecer 6
diferentes ações motivadoras para a criança de acordo com a faceta sorteada de
um dado gigante. A seguir algumas sugestões de ações.
- PULAR: Ajudar a criança a pular bem alto a segurando pelo tronco, ou segurando em suas mãos enquanto ela pula em uma pequena na cama elástica, ou ainda pulando sentada em cima de uma bola de Pilates ou fisioterapia.
- RODAR: Girar em torno do próprio eixo com a criança em seu colo.
- CAIR: Levantar a criança e gentilmente deixá-la cair em segurança sobre um conjunto de almofadas, pufes ou colchões.
- BALANÇAR: Balançá-la em seus braços para uma lado e para outro, ou balançá-la para frente e para trás em seu colo enquanto vocês estão sentados em uma bola de fisioterapia, ou ainda balançá-la em uma rede no quarto.
- APERTAR: Oferecer massagens com diferentes tipos de movimentos e intensidades de pressão nas diversas partes do corpo da criança.
Solicitação (o papel da criança):
Jogar o dado
gigante.
Preparação da atividade:
Confeccione
um cubo grande, de pelo menos 20cm de aresta. Você pode utilizar o material de
uma simples caixa de papelão ou um tecido impermeável preenchido com espuma
rígida. Cada faceta do dado contém afixado um cartão confeccionado por você com
uma palavra e possivelmente uma figura correspondente. As palavras e figuras
representam as ações motivadoras que você irá oferecer.
Estrutura da atividade:
Faça
suspense, exagere sua expressividade facial, gestual e de voz ao anunciar com
animação e então jogar o dado para cima. Aponte para a faceta de cima e leia a
palavra sorteada. Convide a criança para brincar dessa ação. Não a manipule
fisicamente sem que ela lhe dê permissão, apenas a convide para subir em seu
colo ou em suas costas (de acordo com a ação a ser oferecida) e espere até que
ela se aproxime de você demonstrando querer experimentar a brincadeira. Ofereça
a ação de graça, sem pedir nada a ela, por pelo menos 1 minuto. Faça uma pausa,
explique que você vai jogar o dado novamente para ver em qual brincadeira ele
vai cair. Jogue o dado dramaticamente e a convide a brincar daquilo que foi
sorteado. Após alguns ciclos, quando a criança estiver altamente motivada e
tiver compreendido a estrutura da brincadeira, solicite que a criança jogue o
dado para sortear cada ação. Diante de qualquer tentativa dela para jogar o
dado, celebre seu esforço e participação social, e imediatamente ofereça a ação
sorteada por ela.
Variações:
Se a sua
criança já está começando a ler, você pode solicitar que ela leia a palavra
sorteada.
Você pode
substituir as ações motivadoras da atividade acima por brincadeiras com
estímulos visuais e auditivos. Por exemplo, o dado pode conter figuras de
animais e, para cada uma delas, você oferece uma encenação imitando os
movimentos e os sons do animal, ou então uma canção ligada àquele animal. Você
pode utilizar máscaras e fantasias para a caracterização de cada animal.
Se a sua
criança gostar muito de uma das ações representadas no dado e não quiser mais
seguir o sorteio do dado demonstrando querer brincar de apenas 1 das ações do
dado, permita que ela faça essa escolha e brinque da forma que ela quiser. Brincadeira
forçada não é brincadeira. Brincadeira é sinônimo de diversão. Se ela só quiser
brincar de rodar em seu colo, você pode alterar a meta e solicitar que, nas
pausas entre os giros, ela faça um destes papéis sugeridos: fale a palavra
“rodar”; olhe em seus olhos; aponte para a palavra “rodar” no dado; escreva a
palavra “rodar” no quadro; escreva a letra “R” de “rodar” no quadro enquanto
você escreve o resto da palavra; etc. Estabeleça UM papel para a criança na
brincadeira que seja apropriado para o atual estágio de desenvolvimento de suas
habilidades, sendo este papel o próximo passo para ela adquirir em uma
habilidade específica dentre as metas estabelecidas por sua equipe
multidisciplinar.
Observações:
Nesta
atividade do Dado de Brincadeiras, tenha em mente que aceitar a regra do
sorteio da ação motivadora através do dado já é um desafio de flexibilidade
para sua criança. Inicialmente, dê o controle a ela quando você apresentar este
tipo de dinâmica e permita que ela explore o dado e que inclusive coloque o
dado na faceta preferida.
Recomendamos
também que este tipo de atividade com múltiplas ações motivadoras seja
introduzido quando a criança já apresentar em média um período de atenção
compartilhada mínimo de 10 minutos. Com as diversas ações motivadoras unidas
por uma estrutura ainda simples do dado, este é um exemplo de atividade
intermediária que utilizamos na transição entre atividades de estrutura simples
e cíclica (que contam com a repetição de uma mesma ação motivadora em todos os
ciclos) e atividades de estrutura complexa e fluxo contínuo (aquelas em que há
múltiplas ações motivadoras e diferentes etapas unidas por uma estrutura
complexa porém previsível, como por exemplo, uma caça ao tesouro ou um jogo de
tabuleiro avançado).
Fonte de pesquisa
http://www.inspiradospeloautismo.com.br/a-abordagem/atividades-interativas-para-pessoas-com-autismo/
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