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terça-feira, 30 de julho de 2013

AEE fechamento Giumaura



AEE – Fechamento – Giumaura


A disciplina em AEE me fez ampliar muito os meus conhecimentos a cerca do meu papel como educadora do Atendimento Educacional Especializado – AEE na sala de Recursos Multifuncional, pois por mais que estudemos os fascículos em casa sozinha é muito difícil, porque eu não tinha com quem dividir minhas angústias e minhas dúvidas que sempre surgem durante o estudo. Com estas interações que aconteceram durante a disciplina muitos horizontes foram se abrindo e ideias de outros foram sendo acrescentadas às minhas práticas pedagógicas.
A tutora Adriana tem contribuído muito, uma vez que sempre busca responder as nossas interpelações. Como diz Paulo Freire, perdão se estou suprimindo ou alterando suas palavras, mas lembro que ele diz “Ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho, o homem se educam em comunhão.” Acredito fielmente que é isto que estamos nos propondo neste curso e nesta disciplina pudemos saborear desta troca de experiências.
Outro fator que também me sinto contemplada nesta disciplina foi reconhecer que eu não andava errada quanto ao meu papel na escola. Percebi que realmente este trabalho do AEE precisa extrapolar as paredes da sala de aula e os muros da escola, é preciso ir além do trabalho voltado para a aquisição do conhecimento sistematizado. É preciso ajudá-los a superar suas limitações e fazer parte ativa da sociedade.
Quanto a importância do estudo do caso que realizamos foi muito grande pois eu também já fazia este trabalho só que nunca procurei escrever no papel. É interessante como nós que trabalhamos com estes alunos conseguimos falar sobre cada um deles e como os conhecemos bem.
Percorrer este estudo de caso nos faz refletirmos como ainda estamos distantes do ideal e como precisamos ampliar esta demanda de pessoas que desejam que a inclusão se firme neste país. Este estudo de caso é o que podemos de chamar de diagnóstico dos nossos alunos e que deveria acontecer em todas as escolas com alunos ditos normais, pois se formos analisar, a maioria das escolas públicas está cheia de alunos sem deficiência, mas com necessidades educacionais especiais gritantes para que tenham sucesso na escola.
O plano de AEE contribui muito para o acompanhamento adequado com o aluno atendido na SRM. Este plano facilita o trabalho do educador do AEE, pois parte de um diagnóstico, detecta as dificuldades, busca-se alcançar metas, propõe objetivos e atividades metodológicas para superar as dificuldades e fraquezas do aluno,avalia os avanços e se replaneja sempre que necessário. Este Plano de Atendimento é importante no momento de interação com a educadora da sala regular, pois dar para fazer um paralelo com os conteúdos trabalhados na sala regular e a partir disso buscar metodologias assistivas para serem aplicadas nas SRM.

domingo, 28 de julho de 2013

AULA LÚDICA SOBRE O "CORPO HUMANO" NA FIOCRUZ

PASSEIO CULTURAL

"UMA AVENTURA PELO CORPO HUMANO"

A exposição, que esteve de volta ao Museu da Vida, faz parte do projeto "Ciência para pequenos curiosos", parceria entre o Museu da Vida e o Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, com apoio da Faperj.



O projeto “Aventura pelo corpo humano” leva ao público uma série de atividades lúdicas e interativas relacionadas ao corpo humano, explorando suas diferentes partes (células, órgãos, tecidos e sistemas). Muito mais do que transmitir ou ensinar para as crianças conceitos e conteúdos científicos vinculados a este tema, a iniciativa visa a criar um espaço de exploração e de trocas de percepções, experiências e saberes. 

Dessa forma, pretende despertar o interesse do público infantil não só para o tema do corpo humano, mas também incentivar seu gosto pela aventura que é o conhecimento


Oficina: Modelando o Cérebro

Itinerante, o conjunto de atividades já havia recebido mais de 13 mil visitantes durante suas viagens pelo Rio de Janeiro, até o encerramento dessa temporada na sala de exposições do Museu da Vida, na FioCruz, com exposição e Oficinas de Criação para os visitantes.

Cérebro pronto

Conhecer o cérebro humano e customizar um mini cérebro feito de gesso para levar para casa são alguns destaques dessa oficina.



Quebra-cabeça dos órgãos

Aqui os visitantes podem manipular réplicas de órgãos humanos para conferir como essas estruturas se organizam dentro de nós.
Tamanho do Cérebro dos Animais

Adivinhar de que animais são alguns modelos de cérebro e entender suas semelhanças e diferenças.


Esqueleto Sabichão
Por que temos um esqueleto? Ao interagir com o Esqueleto Sabichão, a criança é convidada a descobrir por que ficamos de pé, nos movimentamos e ainda como nossos órgãos ficam protegidos.


Bate, coração!
Com um boneco de 1,30m de altura, os visitantes descobrem o que acontece com o nosso corpo depois que o coração bate.

Boneca russa humana


Com a ajuda de uma boneca do tamanho de uma criança de cinco anos, o visitante descobre o que temos por baixo da pele e por que podemos ficar de pé.


Haja estômago!


O que acontece com a comida depois que a colocamos na boca? Nessa atividade interativa, participe de um bate-papo sobre comida e digestão e descubra como é o percurso da comida pelo interior do corpo.


Afinal, o que houve com meu corpo?

Um belo dia, o corpo acordou sentindo uma coisa estranha. Afinal, o que aconteceu? A túnica contadora de histórias desafia o visitante a descobrir.



Na exposição, o visitante pode caminhar por dentro de um nariz inflável

De olhos vendados, os visitantes entram num nariz-caverna e sentem as substâncias que habitam o interior do nosso nariz.

Podem passar a mão nas paredes para sentir como o nariz é por dentro. Em seguida, aprendem o papel importante desempenhado pelo muco e os pêlos no nariz.





Contatos:

Endereço: Museu da Vida, na Av. Brasil, 4365 - Manguinhos - Rio de Janeiro (perto da passarela 6 e dentro do campusda Fiocruz).

Mais informações pelo telefone (21) 2590-6747 ou pelo e-mail recepcaomv@coc.fiocruz.br.
Durante as atividades de férias, não é necessário agendamento.
Interessados em receber “Aventura pelo corpo humano” em sua instituição devem entrar em contato pelo e-mail museudavida@gmail.com ou pelo telefone (21) 3865-2217.

TENDÊNCIAS DE EDUCAÇÃO DEPOIS DAS TECNOLOGIAS


A introdução de diferentes ferramentas também muda rotinas de aprendizado

Porvir 


Com a disseminação de tablets e smartphones na educação, inclusive nas séries mais básicas, o número de games, apps e softwares que ajudam na alfabetização das crianças está aumentando rapidamente. Esses programinhas, cada vez mais interativos, animados e sofisticados, têm desempenhado importante papel não apenas no momento de ensinar as primeiras palavras, mas também no segundo passo, o de aumentar as habilidades das crianças em escrita e leitura.

A Edweek, revista norte-americana especializada em educação, reuniu quatro tendências que têm acompanhado a alfabetização nos dias de hoje e deu exemplos de ferramentas que comprovam cada uma das tendências.
O Porvir também elencou iniciativas brasileiras. 

Confiram:
David Maxwell/The New York Times
Livros digitais fazem parte das aulas em algumas escolas norte-americanas

1 - Interação
Percebida, crescentemente, a partir de jogos e opções multimídia em livros digitais. As editoras têm feito grandes avanços na incorporação de mídias interativas em livros eletrônicos para os alunos de todas as idades. Um novo estudo da "Campaign for Grade-Level Reading" – um esforço colaborativo de organizações sem fins lucrativos, fundações e educadores do governo norte-americano para aumentar o número de estudantes de baixa renda que leem no nível adequado para a sua idade – descobriu, a partir da análise de 137 livros digitais disponíveis no iTunes, que quase 95% possuíam áudios com narração.
Um quarto permitia que os estudantes gravassem sua própria voz e quase metade destacava as palavras enquanto as histórias eram lidas, permitindo que os alunos acompanhassem a leitura. Cerca de 65% tinham jogos e atividades interativas. No Brasil, apesar de a indústria de e-books ainda estar engatinhando, as grandes editoras já entraram de cabeça nesse mercado.
2 - Ambientes personalizados
Jogos, apps e softwares que detectam o nível das habilidades dos alunos estão se tornando cada vez mais comuns. A Edweek cita os exemplos da Lexia Learning’s Reading Core5 e o Journeys Common Core Assessment App, ambos são ambientes virtuais de aprendizagem interativos voltados para o currículo norte-americano.
No Brasil, especificamente para a alfabetização, a Secretaria Municipal de Educação do Rio desenvolveu uma plataforma chamada Pé de Vento , da qual já falamos aqui. Nesse ambiente de aprendizagem, as crianças começam seu letramento em uma aventura gamificada. Para avançar de fase, os alunos precisam completar as tarefas. Ludo Primeiros Passos também é um exemplo de game para alfabetização que se baseia na interação para estimular as crianças. On-line e gratuito, o jogo ensina a associar os sons a imagens. Conforme eles vão avançando e a dificuldade vai aumentando, eles precisam reconhecer sílabas ou completar palavras.
3 - Criação de histórias

Usando gravações de voz, animações e galeria de fotos e desenhos, muitos apps permitem que os estudantes criem e contem suas próprias histórias em formatos digitais. Aplicativos como o Toontastic, criado pela Faculdade de Educação de Stanford e pelo Zeum, museu infantil em São Francisco, permite que alunos escolham um conjunto de diferentes cenas para criar uma história com pitadas de conflito, desafio, um clímax e a solução do problema. Já o aplicativo PlayTime Theater, criado por uma empresa chamada Make Believe Worlds, permite que os alunos ciem um show de marionetes virtuais e suas vozes servem como narradores de diálogo. O aplicativo grava o show, para que ele possa ser guardado e reproduzido.
4 - Envolvimento dos pais
Pesquisas têm mostrado que o envolvimento dos pais com as crianças em momentos de leitura pode aumentar a quantidade de informação que a criança absorve tanto de livros tradicionais quanto dos eletrônicos ou outra mídia digital. Ferramentas têm aumentado esses momentos de conexão entre pais e filhos em várias formas, como o Pocket Literacy Coach, que envia mensagens com ideias de atividades envolvendo leitura para o celular dos pais.
Já o Wonderopolis é um site criado pela National Center for Family Literacy, uma organização que se dedica a melhorar a leitura nas famílias. No site, a sessão “Wonders of the Day” foi desenhada para estimular a criatividade e a colaboração entre pais e filhos, além de aumentar o vocabulário da criança.
Algumas ferramentas têm tentado promover momentos de leitura conjunta entre pais e filhos, mesmo que eles estejam distantes fisicamente. É o caso da Story Before Bed, um site que permite que pais, avós, tios ou professores gravem sua voz enquanto leem um livro digital. Depois, eles podem enviar esse arquivo para qualquer criança e o aúdio pode ser usado em tablets ou outros dispositivos móveis.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2013-02-23/quatro-tendencias-de-alfabetizacao-depois-das-tecnologias.html

SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS - COMO FUNCIONAM NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA



Os números do último Censo Escolar são o retrato claro de uma nova tendência: a Educação de alunos com deficiência se dá, agora, majoritariamente em classes regulares. Seis em cada dez alunos nessa condição estão matriculados em salas comuns - em 2001, esse índice era de apenas dois em cada dez estudantes. O aumento merece ser comemorado, mas, que não esconde um grande desafio: como garantir que, além de frequentar as aulas, crianças e jovens aprendam de verdade? 



A tarefa tem naquilo que os especialistas chamam de Atendimento Educacional Especializado - (AEE) um importante aliado. Instituído pelo mesmo documento que em 2008 concebeu as diretrizes para a "inclusão escolar", mas regulamentado apenas no fim do ano passado, o AEE ocorre no contra-turno nas salas de recursos, ambientes adaptados para auxiliar indivíduos com uma ou mais deficiências. Segundo o Censo Escolar, atualmente 27% dos alunos matriculados em classes comuns do ensino regular recebem esse apoio. Se a implantação das 15 mil novas salas prometidas nas escolas públicas para este ano, de fato ocorrer, o atendimento alcançará mais de 50% das matrículas - em números absolutos, cerca de 190 mil estudantes.



Trabalho não se confunde com atividades de reforço escolar 

HORA DE CONTAR
 Alunos com deficiência intelectual estudam numeração associando placas  a faces do dado



Diferentemente do que muitos pensam, o foco do trabalho não é clínico. É pedagógico. Nas salas de recursos, um professor (auxiliado quando necessário por cuidadores que amparam os que possuem dificuldade de locomoção. Por exemplo: prepara o aluno para desenvolver habilidades e utilizar instrumentos de apoio que facilitem o aprendizado nas aulas regulares. "Se for necessário atendimento médico, o procedimento é o mesmo que o adotado para qualquer um: encaminha-se para um profissional da saúde. Na sala, ele é atendido por um professor especializado, que está lá para ensinar", diz Rossana Ramos, especialista no tema da Universidade Federal de Pernambuco



Os exemplos de aprendizagem são variados. Estudantes cegos aprendem o braile para a leitura, alunos surdos estudam o alfabeto em Libras para se beneficiar do intérprete em sala, crianças com deficiência intelectual utilizam jogos pedagógicos que complementam a aprendizagem, jovens com paralisia descobrem como usar uma prancheta de figuras com ações como "beber água" e "ir ao banheiro", apontando-as sempre que necessário. "Desenvolver essas habilidades é essencial para que as pessoas com deficiência não se sintam excluídas e as demais as vejam com normalidade", diz Maria Teresa Mantoan, docente da faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma das pioneiras no estudo da inclusão no Brasil. Não esqueçam, isso na sala de "Recursos Multifuncional".


LEITURA NO TATO
 O trabalho com letras móveis em braile ajuda os alunos com deficiência visual na alfabetização


Também vale lembrar que o trabalho não é um reforço escolar, como ocorria em algumas escolas antes de a nova política afinar o público-alvo do AEE. "Era comum ver nas antigas salas de recursos alunos que apresentavam apenas dificuldade de aprendizado. Hoje, a lei determina que somente quem tem deficiência, transtornos globais de desenvolvimento ou altas habilidades seja atendido nesses ambientes", afirma Maria Teresa. Com o foco definido, o professor volta a atenção para o essencial: proporcionar a adaptação dos alunos para a sala comum. Cada um tem um plano pedagógico exclusivo, com as atividades que deve desenvolver e o tempo estimado que passará na sala. 


Para elaborar esse planejamento, o profissional da sala de recursos apura com o titular da sala regular quais as necessidades de cada um. A partir daí (e por todo o período em que o aluno frequentar a sala de recursos), a comunicação entre os educadores deve ser constante. Se o docente da turma regular perceber que há pouca ou nenhuma evolução, cabe a ele informar o da sala de recursos, que deve modificar o plano. Outra atitude importante é transmitir o conteúdo das aulas da sala regular à de recursos com antecedência. "Se a turma for aprender operações matemáticas, é preciso preparar o aluno com deficiência visual para entender sinais especiais do braile", exemplifica Anilda de Fátima Piva, professora de uma sala de recursos na EMEF João XXIII, em São Paulo.



Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/conheca-salas-recurso-funcionam-verdade-para-inclusao-deficiencia-546795.shtml
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A IMPORTÂNCIA DA NEUROCIÊNCIA NA EDUCAÇÃO

Os avanços e descobertas na área da neurociência ligada ao processo de aprendizagem é sem dúvida uma revolução para o meio educacional. A  "Neurociência da aprendizagem", em termos gerais, é o estudo de como o cérebro  aprende. É o entendimento de como as redes neurais  são estabelecidas no  momento da aprendizagem, bem como de que maneira os estímulos chegam ao  cérebro, da forma como as memórias se consolidam e de como temos acesso a  essas informações armazenadas.  

Quando falamos em educação e aprendizagem, estamos  falando em  processos neurais, redes que se estabelecem, neurônios que se ligam e fazem  novas sinapses. E o que entendemos por aprendizagem? Aprendizagem, nada mais  é do que esse maravilhoso e complexo processo pelo  qual o cérebro reage aos  estímulos do ambiente, ativa essas sinapses (ligações entre os neurônios por onde  passam os estímulos), tornado-as mais “intensas”. A cada estímulo novo, a cada repetição de um comportamento que queremos que seja consolidado temos circuitos  que processam as informações que deverão ser então consolidadas.

A neurociência nos vem descortinar o que antes desconhecíamos sobre o  momento da aprendizagem. O cérebro, esse órgão fantástico e misterioso, é  matricial nesse processo do aprender. Suas regiões, lobos, sulcos, reentrâncias tem  sua função e real importância num trabalho em conjunto, onde cada um precisa e  interage com o outro. Mas qual o papel e função de cada região cerebral? Aonde o  aprender tem realmente a sua sede e necessita ser estimulada adequadamente?   Conhecer o papel do hipocampo na consolidação de nossas memórias, a  importância do sistema límbico, responsável pelas nossas emoções, desvendar os  mistérios que envolvem a região frontal, sede da cognição, linguagem e escrita,  poder entender os mecanismos atencionais e comportamentais de nossas crianças  com TDAH, as funções executivas e o sistema de comando inibitório do lobo pré-frontal é hoje fundamental na educação, assim como, compreender as vias e rotas  que norteiam a leitura e escrita (regidas inicialmente pela região visual mais  específica (parietal), que reconhece as formas visuais das letras e depois acessando  outras áreas para que a codificação e decodificação dos sons sejam efetivas. Como  não penetrar nos mistérios da região temporal relacionado a percepção e  identificações dos sons onde os reconhece por completo? (área temporal verbal que  produz os sons para que possamos fonar as letras).  Não esquecendo a região  occipital que tem como uma de suas funções coordenar e reconhecer os objetos assim como o reconhecimento da palavra escrita. Assim, cada órgão se conecta e  se interliga nesse trabalho onde cada estrutura com seus neurônios específicos e  especializados desempenham um papel importantíssimo nesse aprender. 

          Podemos compreender desta forma que o uso de estratégias adequadas em  um processo de ensino dinâmico e prazeroso provocará, consequentemente,  alterações na quantidade e qualidade destas conexões sinápticas, afetando assim o  funcionamento cerebral de forma positiva e permanente com resultados  extremamente satisfatórios.

Estudos na área neurocientífica, centrados no manejo do aluno em sala de  aula, vem nos esclarecer que a aprendizagem ocorre quando dois ou mais sistemas  funcionam de forma inter relacionada. Assim, podemos entender, por exemplo, como  é valioso aliar a música e os jogos em atividades escolares, pois há a possibilidade  de se trabalhar simultaneamente mais de um sistema: o auditivo, o visual e até  mesmo o sistema tátil (a música possibilitando dramatizações).  

Os games (adorados pelas crianças e adolescentes), ainda em discussão no  âmbito acadêmico, são fantásticos na sua forma de manter nossos alunos plugados  e podem ser mais uma ferramenta facilitadora, pois possibilita estimular o raciocínio  lógico, a atenção, a concentração, os conceitos matemáticos e através de  cruzadinhas e caça-palavras interativos, desenvolver a ortografia de forma  desafiadora e prazerosa para os alunos. Vários sites na internet nos disponibilizam  esses jogos.

Desta forma, o grande desafio dos educadores é viabilizar uma aula que  'facilite' esse disparo neural, as sinapses e o funcionamento desses sistemas, sem  que necessariamente o professor tenha que saber se a melhor forma de seu aluno  lidar com os objetos externos é: auditiva, visual ou tátil. Quando ciente da  modalidade de aprendizagem do seu aluno, (e isso não está longe de termos na  formação de nossos educadores) o professor saberá quais estratégias mais  adequadas utilizar e certamente fará uso desse grande e inigualável meio facilitador  no processo ensino – aprendizagem. 

Outra grande descoberta das neurociências é que através de atividades  prazerosas e desafiadoras o “disparo” entre as células neurais acontece mais  facilmente: as sinapses se fortalecem e redes neurais se estabelecem com mais  facilidade.  

Mas, como desencadear isso em sala de aula? Como o professor pode ajudar  nesse “fortalecimento neural”? Todo ensino desafiador ministrado de forma lúdica  tem esse efeito: aulas dinâmicas, divertidas, ricas em conteúdo visual e concreto,  onde o aluno não é um mero observador, passivo e distante, mas sim, participante, questionador e ativo nessa construção do seu próprio saber.  

O conteúdo antes desestimulante e repetitivo para o aluno e professor ganha  uma nova roupagem: agora propicia novas descobertas, novos saberes, é dinâmico  e flexível, plugado em uma era informatizada aonde  a cada momento novas  informações chegam ao mundo desse aluno. Professor  e aluno interagem  ativamente, criam, viabilizam possibilidades e meios de fazer esse saber,  construindo juntos a aprendizagem. 


Fonte: http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br/2012/04/importancia-da-neurociencia-na-educacao.html