ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO PARA ALUNOS COM SURDOCEGUEIRA
(Giumaura)
“COMUNICAÇÃO É UMA PARCERIA
- O sistema ou.
sistemas de comunicação utilizado por um indivíduo são tão bons quanto um
parceiro de
comunicação.
.- O sucesso das interações depende' de
parceiros sensíveis e receptivos, alerta ao estilo único de
comunicação de uma pessoa com
deficiências múltiplas.” LOUISE
A comunicação
expressiva: requer que um comunicador (pessoa que
comunica) passe a informação para outra pessoa. Comunicação expressiva pode ser
realizada por meio do uso de objetos, gestos, movimentos corporais, fala,
escrita, figuras, e muitas outras variações. (MAIA 2011)
Objetos
de Referência
•São objetos que têm significados
especiais associados a eles, pois servem para comunicar sobre diversas
situações.
•Eles têm a função de substituir a
palavra, assim podem representar pessoas, objetos, lugares, atividades ou
conceitos.
•Possibilitam um distanciamento espacial
ex: um outro ambiente e ou distanciamento temporal:ex: passado ou futuro
(função antecipação). (MAIA 2011)
O
que os objetos de referência podem representar
•Atividades- O objeto a ser selecionado
deverá ser significativo para o aluno dentro da atividade, por exemplo: a
caneca para tomar o café da manhã, pois o aluno a utiliza para executar a ação.
•Horários- É difícil para pessoa com surdocegueira e para pessoa com deficiência múltipla
entender a principio horas, podendo ser representado por objetos que determinam
o tempo, por exemplo, ampulheta, relógio quando há reconhecimento ou desenho da
atividade com relógio para indicar o horário do acontecimento ou um objeto que
determine a hora: A chave da casa para indicar que o período escolar acabou e
que é hora de ir para casa. (MAIA 2011)
Qualificadores: São utilizados para
qualificar ações, por exemplo: para Sim e Não o sim é representando por um
objeto em formato de X e o Não em formato de Círculo.
Lugares: Para representar o espaço,
deverá ser selecionado algo significativo do contexto daquele espaço a ser
utilizado e fixado na porta de entrada do mesmo.
Pessoas: É selecionado algo que para
pessoa tenha um significado e a pessoa com surdocegueira possa manuseá-la
sem constrangimento. (MAIA 2011)
Porque
usar Objetos de Referência
•Para ajudar a lembrar de coisas e
pessoas (reconhecimento e identificação).
•Entender melhor as coisas, saber seus
significados para que serve, onde está, quem é a pessoa.
•Comunicar-se com outras pessoas, quando
já identifica e antecipa , demonstrando suas vontades, seu interesse e
sentimentos.
• Usando os objetos de referência,
experiências podem ser registradas em calendários e em livros de conversação.
Os objetos de referência oferecem algo tangível – um meio concreto de se falar
sobre experiências e eventos.
•Registrar os eventos dá à criança a
oportunidade, por exemplo, de esperar por um evento agradável.
• A criança pode também expressar
desejos com relação ao futuro, assim como ser capaz de olhar para trás para
eventos do passado. É dado então à criança com surdocegueira e ou para criança com deficiência múltipla oportunidade para tornar-se
uma pessoa com presente, passado e futuro.
•
As estratégias apresentadas a seguir é
para trabalhar a comunicação em sala de aula para que se estabeleça comunicação
expressiva significativa com um aluno surdocego (congênita) e os
demais alunos em uma sala de 1º ano do Ensino Fundamental.
1ª Estratégia: Ao chegar na escola este aluno é recebido pelos
colegas, um aluno (a) entrega ao aluno com surdocegueira uma rosa, e na sequência dá lhe um
abraço, realizando assim a acolhida. Este símbolo será usado todos os dias ao
começar a aula.
2ª
estratégia: A professora leva
até o aluno para que ele toque no livro após o leva para sentar na roda de
leitura no chão e trabalha sempre um livro com alto relevo para que sinta as
imagens dos personagens da história com as mãos.
3ª Estratégia: Objeto bola para antecipar o momento de
brincar, sempre levar a bola antes de começar a brincadeira que pode ser
música, que envolva a expressão corporal, pode ser a brincadeira da Lagarta
pintada, jogo de montar em que os colegas o ajuda a montar.
4ª Estratégia: antecipar o colega que o acompanhará no
intervalo menino ou menina, sempre usar uma boneca para menina e um carrinho
para menino. É bom fazer esta interação sempre após o lanche levando jogos para
que as crianças interajam na hora do intervalo e ele saiba se estar com uma
menina ou um menino.


5ª Estratégia: A professora antecipa o lanhe fazendo o
aluno segurar um depósito, logo na sequência apresenta o lanche para ele. A mãe
deve fazer esta mesma estratégia em casa.
6ª
Estratégia: antecipar o
momento de escovar os dentes após o lanche, a professora leva para o aluno para
que ele toque na escova. A mãe deve fazer esta mesma estratégia em casa
7ª Estratégia: usar o relógio para antecipar a sua
volta para casa, após o aluno tocar no relógio ele irá para casa.
8ª Estratégia: Os próximos objetos que será
apresentados deve ficar na parede ao lado da carteira do aluno para que ele
possa tocá-lo sempre que sentir estas necessidades de beber água e de ir ao
banheiro. Em casa a mãe deve usar também estes objetos de referência

Após o aluno já reconhecer os objetos
como antecipações destas ações, a professora deve iniciar o processo desnaturalização do objeto. Sair do concreto (objeto tangível) para a figuras ou a escritas (bi-dimensão), (MAIA2011). A professora deve desenhar estes
objetos e escrever os nomes em alto relevo com cola para que o aluno possa ir
aprendendo a lê as palavras que representa estas ações, pode usar também o
Braile, ou a Libras tátil. Esta atividade de escrita também pode ser trabalhada
com todos os alunos, uma vez que nem todos estão alfabetizados ao iniciar esta série.
BIBLIOGRAFIA
•MAIA Shirley Rodrigues. Aspectos
Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência
Múltipla; (2011)
•Focalizando as necessidades de comunicação do
indivíduo com deficiências múltiplas (kit de ideias: Louise Goold, Phyllis Borbilas, Annette Clarke e Carol Kane).





