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domingo, 9 de março de 2014

Refletindo sobre a Educação Escolar de Pessoas com Surdez Atendimento Educacional Especializado em Construção







Refletindo sobre a Educação Escolar de Pessoas com Surdez  Atendimento Educacional Especializado em Construção


“Acreditarmos na nova Política Nacional de Educação Especial, numa perspectiva inclusiva, e não coadunamos com essas concepções que dicotomizam as pessoas com ou sem deficiência, pois, antes de tudo, por mais que diferentes nós humanos sejamos, sempre nos igualamos na convivência, na experiência, nas relações, enfim, nas interações, por sermos humanos. Não vemos a pessoa com surdez como o deficiente, pois ela não o é, mas tem perda sensorial auditiva, ou seja, possui surdez, o que a limita biologicamente para essa função perceptiva. Mas, por outro lado, há toda uma potencialidade do corpo biológico humano e da mente humana que canalizam e integram os outros processos perceptuais, tornando essa pessoa capaz, como ser de consciência, pensamento e linguagem.” (DAMÁSIO, 2010 p. 47, 48)


Esta citação é o ponto mais alto da Teoria de Damásio suas palavras  levam as pessoas a pensar e acreditar que é possível haver uma mudança no sistema brasileiro de ensino, porque mentes estão trabalhando em prol desta mudança de paradigma, e aos poucos estas ideias vão se espalhando pelo Brasil sementes estão sendo plantadas rumo a verdadeira inclusão, e ambientes escolares vão sendo reinventados na busca de uma nova escola onde caiba todos alunos sem distinção, sem exclusão, reconhecendo que cada ser é único em suas especificidades, mas acima de tudo são todos humanos carregados de ideias e talentos que precisam apenas de oportunidades para ampliar o potencial que traz consigo.
As pessoas com surdez são extremamente inteligentes e capazes, contudo, muitas escolas ainda os subestimam como se aquelas tivessem o QI reduzido, não compreendem como bem descreve Damásio “Não vemos a pessoa com surdez como o deficiente, pois ela não o é, mas tem perda sensorial auditiva, ou seja, possui surdez, o que a limita biologicamente para essa função perceptiva.” É preciso antes de tudo reconhecer que também as pessoas ouvintes precisam ampliar suas funções perceptivas, aprendendo a segunda língua oficial do Brasil que é a Libras, para que todos os brasileiros possam ser compreendidos, e esta língua sem dúvida precisa ser inserida no Currículo obrigatório das escolas públicas e particulares deste país.
Sabe-se que o único problema da inclusão da pessoa com surdez não está literalmente e tão somente na nesta ou naquela língua, Damásio (2010, p.50) discute isso em sua teoria ”é necessário discutir que, mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptivo-cognitiva”,  pois as  metodologias de sala de aula estão muito aquém do que se espera neste novo modelo de educação em que todas as pessoas têm os mesmos direitos perante a Lei Constitucional Brasileira de 1988. Mas não se pode negar que se todos os brasileiros falassem as duas línguas deste país a interação e o desenvolvimento da pessoa com surdez seria bem maior, pois se sentiriam parte ativo de todo o processo cultural, educacional, social e político sem ter que sofrer tanto para serem compreendidos e compreenderem o mundo em que vive, afinal, é através da língua que os seres humanos se comunicam e interagem.
Entendo esta linha de pensamento percebe-se que as escolas brasileiras precisam ser reconstruídas nesta perspectiva verdadeiramente inclusiva para todos, é preciso ainda acreditar que é possível mudança e saber que várias instituições deste país já estão inserindo este novo modelo de educação e muitas pessoas com deficiência estão vivendo mais felizes e fazendo parte da comunidade em que estão inseridos e sendo respeitadas em suas particularidades.

Bibliografia

DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p.46-57.

Um comentário:

  1. Então Maura, quando ( Damásio,2010 p. 47,48) cita, ”não vemos a pessoa com surdez como deficiente, pois ele não é, mas tem perda sensorial auditiva, ou seja, possui surdez, o que a limita biologicamente para essa função perceptiva. Mas, por outro lado, há toda uma potencialidade do corpo biológico.
    Compreendemos assim que sonos todos iguais, a diferença está nas limitações que cada um tem. O aluno com surdez precisa de oportunidade para serem inseridos no convívio social, e de uma escola inclusiva que tenha como missão garantir os direitos já em lei, para os alunos com surdez garantir uma educação que trabalhe a proposta bilingui e um AEE que em sua prática reconheça o potencial desse ser humano.

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