UM OLHAR PSICOPEDAGÓGICO AOS ALUNOS COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO
Por Pollyana Zavitoski
A nossa sociedade é formada por indivíduos com uma vasta diversidade no que se refere às características individuais.
É fato, todos os seres humanos são diferentes, e assim como existem pessoas com deficiências, com dificuldades para aprender, também há na população uma porcentagem de pessoas com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD).
Esses sujeitos que se destacam por inteligência superior ou talento especial devem ser educados primeiramente como pessoas e não apenas superdotados.
É de extrema importância que as pessoas com AH/SD sejam identificadas para que a partir disso, suas necessidades educacionais especiais sejam atendidas.
Neste sentido, o objetivo desse estudo foi de verificar a contribuição da psicopedagogia frente ao aluno com Altas Habilidades/Superdotação.
INTRODUÇÃO
Um dos temas bastante discutido no âmbito educacional atualmente é a educação inclusiva e a educação especial, sobretudo, de como atender bem os alunos com necessidades educacionais especiais dentro da diversidade da sala de aula.
Em
meio a toda essa discussão se esquece uma classe de alunos que
necessita da mesma atenção a suas peculiaridades e que nem sempre é tido como um aluno especial: os alunos com altas habilidades/superdotação[1].
De acordo com Goulart (2011), o termo superdotado surgiu na
Legislação Brasileira em 1971, e atualmente na Política Nacional de
Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL 2008)
usa-se altas habilidades/superdotação, que faz referência a uma
pessoa que possui capacidade mental significativamente acima da média.
Já Guenther (2006), refere-se à tais alunos pelo termo dotado.
De modo geral, a superdotação se caracteriza pela elevada
potencialidade de aptidões, talentos e habilidades, evidenciada no alto
desempenho nas diversas áreas de atividade do educando e/ou a ser
evidenciada no desenvolvimento da criança (BRASIL, 1995). É diferente de
uma habilidade, em que as competências são aprendidas ou comportamentos
que são adquiridos.
Como um talento, a superdotação intelectual é a aptidão inata
para atividades intelectuais que não podem ser adquiridos por meio de
esforço pessoal. Pela estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde)
no Brasil de 3,5% até 5% das pessoas são superdotadas.
A superdotação pode ser geral ou específica. Por exemplo, uma
pessoa bem dotada intelectualmente poderia ter um talento impressionante
em somente uma determinada área do conhecimento, que envolva a
capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair e
compreender ideias, linguagens e aprender.
De acordo com Fleith (2007), os alunos com superdotação apresentam
características quanto à habilidade intelectual, criatividade, motivação
e liderança.
Quando combinado com um desafio curricular adequado, apoio e estímulo
necessário para adquirir e executar as habilidades aprendidas e
desenvolver suas potencialidades, a superdotação intelectual muitas
vezes produz sucesso acadêmico excepcional. Para isso, é fundamental que
tal aluno seja identificado e atendido corretamente para que não perca
suas habilidades e potencialidades, pois muitas vezes a superdotação não
é reconhecida já que os professores costumam considerar estes alunos como desatentos, agitados e desinteressados, e estes alunos acabam sendo diagnosticados como tendo
transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), transtorno
desafiador e de oposição, depressão, ansiedade, transtorno
obsessivo-compulsivo (TOC) ou outros problemas.
Segundo Guenther (2006), é preciso evitar que o aluno perca o interesse,
o estímulo e buscar estratégias didáticas como aceleração,
enriquecimento, sofisticação e novidade, cabendo ao professor
identificar as possibilidades e dificuldades de cada um propondo ações
pedagógicas direcionadas às necessidades e especificidades de cada um
(GOULART, 2011).
Os alunos com AH/SD devem ter uma educação que respeite e
valorize suas capacidades, por isso, existem várias modalidades de
atendimento e cada alternativa atende a diferentes necessidades. A legislação brasileira prevê programas de enriquecimento curricular, agrupamentos diferenciados e aceleração nos anos.
O aluno com AH/SD deve ser indicado como tal para que tenha atendimento adequado,
não perca interesse pela escola e se desenvolva de acordo com suas
necessidades. Partindo dessa ótica, é possível perceber então a
importância em fazer o levantamento de crianças com indicadores de altas habilidades e que este seja realizado pelos próprios professores (com o auxílio do psicopedagogo),
que são aqueles que convivem diretamente com a diversidade da sala de
aula e que, a partir disso, e posteriormente por meio da aplicação de
testes nos alunos indicados, seja possível o reconhecimento de alunos
que realmente têm AH/SD, para que de fato possam ter uma educação
adequada às suas necessidades.
Existem muitas teorias e muitos mitos sobre quem são os indivíduos com AH/SD. Cada teórico define a superdotação de
uma forma, assim como a própria sociedade, em sua maioria leiga no
assunto, possui ideias equivocadas sobre essas pessoas. Alencar (2001,
p.119,120) traz as diferentes conotações que o termo superdotado sugere:
Quando se fala, porém em superdotados, muitas são as ideias que esse
termo sugere para distintas pessoas: para algumas, o superdotado seria o
gênio, aquele indivíduo que realmente apresenta um desempenho
extraordinário e ímpar em uma determinada área do saber e do
conhecimento; para outros seria um jovem inventor que surpreende pelo
registro de uma nova patente; para outros ainda, seria aquele aluno que
sistematicamente se situa entre os primeiros da classe durante toda a
sua formação acadêmica, ou a criança precoce, que aprende a ler sem
ajuda e que surpreende seus pais por seus interesses e indagações
próprias de uma criança mais velha. O termo superdotado sugere ainda, a
presença de um talento, seja na área musical, literária ou de artes
plásticas. O denominador comum em todas as diversas conotações do termo é
a presença, pois, de um notável desempenho ou de habilidades ou
aptidões superiores.
Faz-se necessário que os mitos sejam esclarecidos e que principalmente
os profissionais da educação tenham claros os saberes necessários sobre
os indivíduos com AH/SD e assim tenham clareza de quem verdadeiramente
são os alunos que apresentam indicadores de altas habilidades.
São diversos os autores que tratam sobre o assunto e cada um traz uma
definição distinta do que um indivíduo deve apresentar para ser
considerado um indivíduo com altas habilidades. Para Sabatella (2005)
existem três traços recorrentes encontrados em crianças com altas
habilidades: um vocabulário estruturado não usual no meio em que vive;
alto nível de pensamento, ou seja, habilidade de raciocínio com a
utilização da lógica pura e por fim uma memória diferenciada com
componentes mnemônicos em idade precoce.
Segundo Piirto (1999, apud ALMEIDA E CAPELLINI, 2005), estes indivíduos
apresentam elevada capacidade de criar, observar e aprender com grande
rapidez e exatidão. Essa capacidade pode se manifestar em várias
direções da cultura humana.
O documento de Diretrizes Gerais para o
atendimento educacional aos alunos portadores de AH/SD e talentos
(Brasil, 1995, p.13) conceitua altas habilidades como:
Comportamentos observados e ou relatados que confirmam a expressão de “traços consistentemente superiores”
em relação a uma média (por exemplo: idade, produção ou série escolar)
em qualquer campo do saber ou fazer. Deve-se entender por “traços”
as formas consistentes, ser ou fazer, aquelas que permanecem com
frequência e duração no repertório dos comportamentos da pessoa, de
forma a poderem ser registradas em épocas diferentes e situações
semelhantes.
De acordo com o Ministério da Educação e
Cultura do Brasil (1995) os tipos de superdotação são divididos por
áreas de abrangência e capacidades distintas como: intelectual, social, acadêmico, criativo, psicomotor e talentoso especial.
Na maioria das teorias fica claro basicamente que o indivíduo com AH/SD é aquele que tem desempenho superior a de seus pares em uma ou mais áreas.
O indivíduo com altas habilidades não é
necessariamente aquele que tem êxito em todas as áreas do conhecimento,
ele pode apenas ter grande destaque em uma delas ou em algumas
combinadas.
Alguns autores argumentam que superdotação é habilidade inata, enquanto outros defendem a teoria de que a influência do meio
é que gera indivíduos superdotados, todavia a maioria dos autores, como
Gagné (2009), Renzulli (2004), Sternberg (1985) e Landau (1990), defende a teoria de existir uma habilidade inata que é aprimorada com o meio,
assim o fato de haver uma motivação por parte do indivíduo ocorre por
ele possuir uma habilidade inata e dessa forma ele vai se aprimorando e
obtém melhores resultados.
A INTERFERÊNCIA DAS EMOÇÕES NO TALENTO DO ALUNO SUPERDOTADO
Importante ressaltar que não só se deve canalizar esforços para a
estimulação intelectual, uma vez que o aluno com superdotação é um
todo e não só intelecto. Nesse sentido, entende-se que o aluno, como
todo ser humano, precisa de afeto para se sentir valorizado por meio de
pequenos gestos de atenção, o que pode contribuir favoravelmente ao seu
processo de aprendizagem e desenvolvimento, já que as emoções são
manifestações da afetividade e a expressão dos sentimentos e é por meio
dessas emoções que ocorre a aprendizagem (WALLON, 1971).
Neste sentido, Morin (2003) e Bock (2008) afirmam que o desenvolvimento da inteligência é inseparável do mundo da afetividade, não existe pensamento sem afeto.
Entende-se que as ocorrências emocionais podem oprimir o aprendizado, mas podem também fortalecê-lo.
Cunha (2008) também concorda que o desenvolvimento afetivo é a base
para os demais desenvolvimentos da pessoa, onde afetividade é vivenciada
e se manifesta por meio das emoções.
A
dimensão afetiva não apenas afeta o processo educativo, mas é um
sustentáculo desse processo, sendo que o alimento ideal para o
desenvolvimento humano é o afeto.
O aspecto afetivo tem profunda influência sobre o desenvolvimento intelectual, podendo acelerar, bloquear ou diminuir o ritmo do desenvolvimento.
A emoção é um elemento constitutivo da cognição, age como um poder dominador, pois é inseparável das atividades humanas.
Durante o processo de aprendizagem, quando o aluno já tem um objetivo e
uma necessidade para realizar determinada atividade, ou seja, tem um
motivo, ele percebe-se capaz ou não de realizar a ação. Portanto, a
representação que tem de si, seu autoconceito, vai ser determinante
nesta atividade. Um autoconceito negativo é bloqueador da atividade, por
não conter as condições emocionais necessárias à sua realização. para
se mover, mobilizar-se para a ação, o indivíduo precisa ter um
autoconceito positivo em relação a esta atividade (CAMARGO, 2004, p.
120).
Cunha (2008) acredita que o que vai dar qualidade ou modificar a
qualidade do aprendizado será o afeto, já que a emoção não substitui a
razão, mas a complementa e equilibra, uma vez que a afetividade faz
parte da constituição psíquica do ser humano.
Nesta perspectiva, temos importantes contribuições de Piaget, Vygotsky,
Wallon para a compreensão das emoções no desenvolvimento infantil e de
seu relacionamento com a aprendizagem.
Para Vygotsky (2001) o momento da emoção e do interesse deve
necessariamente servir de ponto de partida a qualquer trabalho
educativo. As reações emocionais têm papel importante ao exercer grande
influência sobre todas as formas do nosso comportamento e do processo de
ensino e aprendizagem. As emoções são vistas como um organizador
interno das nossas reações, que retesam, excitam, estimulam ou inibem
essas ou aquelas reações.
Wadsworth (2003) cita que para Piaget o
desenvolvimento intelectual é considerado como tendo dois componentes:
um cognitivo e outro afetivo. O desenvolvimento afetivo ocorre
paralelamente ao desenvolvimento cognitivo, sendo que a afetividade é o combustível que move a cognição.
Wallon citado por Dantas (1992), enfatiza que a emoção é
o ponto de partida do psiquismo, onde a emoção é capaz de trazer
consigo a tendência para reduzir a eficácia do funcionamento cognitivo.
No âmbito da psicopedagogia, valoriza-se muito o componente afetivo para
a aprendizagem. Sánchez e Costa (2000), consideram que ao psicopedagogo
cabe à tarefa de avaliar, reconhecer, identificar, assessorar e
orientar os alunos (neste caso, os superdotados) identificando e
avaliando de forma precisa suas necessidades.
Tais alunos requerem um desenvolvimento de
suas capacidades atendendo suas especificidades. Ainda de acordo com os
referidos autores, a competência do psicopedagogo na identificação,
avaliação e assessoramento dos superdotados refere-se la
evaluación psicopedagógica de los alumnos excepcionales (superdotados,
deficientes y con dificultades e aprendizaje) con el fin de porponer la
modalidad de escolarización más adecuada para ellos; el asesoramiento al
profesorado para la atención flexible y diferenciada de la diversidad
de estos alumnos; la orientación escolar y vocacional al propio alumno
para ayurdale a canalizar sus intereses; y asesoriamento a la familia
para que coopere con el centro en el desarrollo integral del alumno (SÁNCHEZ E COSTA, 2000, p. 147).
Entende-se que caso o aluno superdotado não seja identificado e não
tenha suas habilidades estimuladas, estas podem ser inibidas pelas
emoções. Por isso, a extrema importância do psicopedagogo atender estes
alunos.
IDENTIFICAÇÃO E TRATAMENTO - CONTRIBUIÇÃO DO PSICOPEDAGOGO
A escola é a área da vida onde o superdotado pode apresentar o melhor ajuste ou o pior desajuste.
Sua capacidade superior pode tanto o ajudar nos estudos e contribuir
para um desempenho excepcionalmente bom, como o pode levar ao tédio, aborrecimento ou rebeldia capazes de provocar um desempenho insatisfatório podendo inibir seu talento.
Isso faz com que as aulas, para os alunos superdotados, tornem-se chatas, maçantes, criando desinteresse. Os alunos superdotados necessitam de um atendimento educacional diferenciado, nem que seja fora da sala de aula, por meio de programas de enriquecimento, realizado por professores preparados, criativos, que se disponibilizem a desenvolver e a estimular o aluno em suas áreas de interesse.
O atendimento especializado nas escolas cumpre uma função extremamente importante: o de conscientizar os alunos com altas habilidades do valor de seus traços e peculiaridades.
Recomenda-se que a identificação seja feita o mais precocemente possível, pois dessa forma o aluno tem melhores possibilidades de desenvolver seu talento.
Essa identificação não se apoia em regras fixas e deve acontecer de
forma dinâmica. A identificação adequada deve utilizar-se de mais de um
dos seguintes meios realizados na parceria entre professor e psicopedagogo:
observação, avaliação do desempenho, escalas de características,
questionários, entrevistas (família, professores e o próprio aluno) e
testes.
Nesta perspectiva então, para que o talento se desenvolva é
necessário que este seja identificado, estimulado, acompanhado e
orientado.
Após a identificação é necessário que ocorra um profundo conhecimento
sobre essa criança (áreas menos e mais desenvolvidas e necessidades),
para que então seja possível propor um atendimento adequado. A partir
disso, esse aluno deve beneficiar-se de ideias e situações que
desenvolvam altos níveis de desempenho, situações essas que o estimulem
na habilidade de pensar e elaborar.
Entende-se como necessário mais pesquisas que invistam nesta área
contribuindo com subsídios para melhor identificação e tratamento dos
alunos com superdotação.
Não podemos esquecer, é claro, que um programa de atendimento ao
superdotado pressupõe a necessidade de pessoal devidamente preparado
para organizar e coordenar tal trabalho, neste caso, um psicopedagogo,
que irá auxiliar o professor em sala de aula na identificação e
características desses alunos e sobre as alternativas de atendimento
viáveis.
Segundo Delou (2001), acima de tudo,
espera-se que esse professor tenha sensibilidade para promover a
estimulação do aluno para as suas áreas de interesse, e para favorecer o
ajustamento desse aluno em sala de aula.
Faz-se pertinente valorizar e incentivar as habilidades dessas crianças
superdotadas, priorizando o desenvolvimento pleno do seu potencial.
CONCLUSÃO
A produção científica relativa à área de superdotação ainda é
bastante incipiente no contexto brasileiro, embora os precursores da
área tenham pesquisado e divulgado seus trabalhos a partir da década de
1920-1930. Há várias razões que podem ser associadas a este fato, dentre
elas os mitos e crenças populares a respeito, que não raramente impedem
a identificação e mesmo o atendimento a estas pessoas; a falta de
informação, de recursos financeiros para a Educação e, conseqüentemente,
para a Educação Especial e para a formação dos professores, que se
sentem incapazes de identificar e/ou atender estes alunos e a falta de
estatísticas oficiais fidedignas nesta área.
Em muitas escolas não há acompanhamento necessário, não há salas especiais, o currículo é estático e
o mesmo para todos, o que muitas vezes resulta na alienação,
desinteresse e inquietação por parte do aluno que está em uma escola que
não o assiste adequadamente e lhe proporciona um ambiente inadequado para o desenvolvimento de suas potencialidades.
Dessa forma, tendo como respaldo os estudos de Almeida & Capellini (2005), Marques (2010) e Rodrigues (2012), é evidente a falta
de conhecimento e formação dos professores para identificar e lidar com
alunos com superdotação de forma que não bloqueie seu desenvolvimento.
Desta forma, embora no exterior o tema superdotação já seja
pesquisado desde os finais do século XIX e, no Brasil, já tenham se
passado mais de 75 anos desde sua primeira abordagem pelos
pesquisadores, as investigações neste campo ainda são bastante
escassas.
Entendemos que a superdotação é um campo recente de estudo, mas
durante todo esse tempo de descobertas muitos talentos foram perdidos,
desestimulados e encobertos. Torna-se então, pertinente novos estudos
como forma de contribuir para um correto atendimento à tais alunos.
Os objetivos desse trabalho foram realizar uma pesquisa bibliográfica
sobre o tema, bem como verificar a contribuição da psicopedagogia aos
alunos com AH/SD.
Guenther (2006) e Virgolim (2007) deixaram clara a grande importância do professor como a pessoa mais provável de realizar a detecção de indicadores de AH/SD. Sabemos o quanto a temática ainda é desconhecida por muitos professores, cabendo ao psicopedagogo o papel de auxiliar este professor na identificação e atendimento a estes alunos.
É importante destacar que o ensino deve se
atentar para a necessidade de todos os alunos, incluindo daquele que
aprende mais facilmente em uma área ou em todas.
O aluno com altas habilidades tem
direito ao apoio da educação especial, ainda que este seja um mito que
ainda persiste, pois existe um equívoco de que aluno com direito ao
apoio da educação especial, seja apenas aquele que apresenta
deficiências, o que não é verdade.
O aluno com AH/SD também precisa ter suas necessidades especiais
atendidas para desenvolver ao máximo suas potencialidades. Talento que
não é identificado e nem estimulado, se perde.
É necessário pensar que para desenvolver um trabalho pedagógico com
estes alunos visando prover as potencialidades, estimulando e orientando
os talentos, é preciso captar o que elas diferenciam como estimulante,
ouvir atentamente o que elas expressam como interesse, inclinação e
gosto, e encaminhar energia nessa direção.
A partir do estudo realizado, considera-se que o professor para
reconhecer a capacidade em uma criança, deve ter o auxílio de um
psicopedagogo para começar a perceber alguma área em que ela se sai bem,
que tem boas ideias, boa produção, faz comentários interessantes e
oportunos, observa com detalhes, chega a conclusões seguras, produz bem
em alguma área. Neste sentido, em qualquer situação, o foco é no que o
aluno consistentemente faz bem, notavelmente melhor que a maioria dos
pares de idade com o mesmo tipo de experiência de vida.
Pensar a educação pelo viés da
diversidade, da diferença e da inclusão a partir do projeto pedagógico
da escola e do currículo proposto em sala de aula. Ao longo de todo
processo de escolarização, esse atendimento deve estar articulado com a
proposta pedagógica da escola.
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Publicado em 29/05/2013 11:23:00
Currículo(s) do(s) autor(es)
Pollyana Zavitoski - Possui graduação
em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista
Júlio de Mesquita Filho (2008). Cursando pós-graduação em Psicopedagogia
Institucional pela Universidade da Cidade de São Paulo. Tem experiência
como professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental I, com ênfase
em Educação. Membro do grupo de pesquisa: A inclusão da pessoa com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades/superdotação e os contextos de aprendizagem e
desenvolvimento com a linha de pesquisa em Políticas e Práticas
Educativas para a Inclusão Social. Aluna Especial da disciplina Inclusão
social: desenvolvimento e aprendizagem de pessoa com deficiência nos
diferentes contextos" do Programa de Pós-Graduação em Psicologia do
Desenvolvimento e Aprendizagem - Unesp/Bauru. Mestranda do Programa de
Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem -
Unesp/Bauru (2013-2014). Tutora EAD da 6a edição do curso de
aperfeiçoamento de 180h Práticas Educacionais Inclusivas na área da
deficiência intelectual (Unesp/MEC).
Fonte: http://www.psicopedagogia.com.br/new1_artigo.asp?entrID=1598#.UdmDhDuzc8q

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