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domingo, 28 de julho de 2013

A IMPORTÂNCIA DA NEUROCIÊNCIA NA EDUCAÇÃO

Os avanços e descobertas na área da neurociência ligada ao processo de aprendizagem é sem dúvida uma revolução para o meio educacional. A  "Neurociência da aprendizagem", em termos gerais, é o estudo de como o cérebro  aprende. É o entendimento de como as redes neurais  são estabelecidas no  momento da aprendizagem, bem como de que maneira os estímulos chegam ao  cérebro, da forma como as memórias se consolidam e de como temos acesso a  essas informações armazenadas.  

Quando falamos em educação e aprendizagem, estamos  falando em  processos neurais, redes que se estabelecem, neurônios que se ligam e fazem  novas sinapses. E o que entendemos por aprendizagem? Aprendizagem, nada mais  é do que esse maravilhoso e complexo processo pelo  qual o cérebro reage aos  estímulos do ambiente, ativa essas sinapses (ligações entre os neurônios por onde  passam os estímulos), tornado-as mais “intensas”. A cada estímulo novo, a cada repetição de um comportamento que queremos que seja consolidado temos circuitos  que processam as informações que deverão ser então consolidadas.

A neurociência nos vem descortinar o que antes desconhecíamos sobre o  momento da aprendizagem. O cérebro, esse órgão fantástico e misterioso, é  matricial nesse processo do aprender. Suas regiões, lobos, sulcos, reentrâncias tem  sua função e real importância num trabalho em conjunto, onde cada um precisa e  interage com o outro. Mas qual o papel e função de cada região cerebral? Aonde o  aprender tem realmente a sua sede e necessita ser estimulada adequadamente?   Conhecer o papel do hipocampo na consolidação de nossas memórias, a  importância do sistema límbico, responsável pelas nossas emoções, desvendar os  mistérios que envolvem a região frontal, sede da cognição, linguagem e escrita,  poder entender os mecanismos atencionais e comportamentais de nossas crianças  com TDAH, as funções executivas e o sistema de comando inibitório do lobo pré-frontal é hoje fundamental na educação, assim como, compreender as vias e rotas  que norteiam a leitura e escrita (regidas inicialmente pela região visual mais  específica (parietal), que reconhece as formas visuais das letras e depois acessando  outras áreas para que a codificação e decodificação dos sons sejam efetivas. Como  não penetrar nos mistérios da região temporal relacionado a percepção e  identificações dos sons onde os reconhece por completo? (área temporal verbal que  produz os sons para que possamos fonar as letras).  Não esquecendo a região  occipital que tem como uma de suas funções coordenar e reconhecer os objetos assim como o reconhecimento da palavra escrita. Assim, cada órgão se conecta e  se interliga nesse trabalho onde cada estrutura com seus neurônios específicos e  especializados desempenham um papel importantíssimo nesse aprender. 

          Podemos compreender desta forma que o uso de estratégias adequadas em  um processo de ensino dinâmico e prazeroso provocará, consequentemente,  alterações na quantidade e qualidade destas conexões sinápticas, afetando assim o  funcionamento cerebral de forma positiva e permanente com resultados  extremamente satisfatórios.

Estudos na área neurocientífica, centrados no manejo do aluno em sala de  aula, vem nos esclarecer que a aprendizagem ocorre quando dois ou mais sistemas  funcionam de forma inter relacionada. Assim, podemos entender, por exemplo, como  é valioso aliar a música e os jogos em atividades escolares, pois há a possibilidade  de se trabalhar simultaneamente mais de um sistema: o auditivo, o visual e até  mesmo o sistema tátil (a música possibilitando dramatizações).  

Os games (adorados pelas crianças e adolescentes), ainda em discussão no  âmbito acadêmico, são fantásticos na sua forma de manter nossos alunos plugados  e podem ser mais uma ferramenta facilitadora, pois possibilita estimular o raciocínio  lógico, a atenção, a concentração, os conceitos matemáticos e através de  cruzadinhas e caça-palavras interativos, desenvolver a ortografia de forma  desafiadora e prazerosa para os alunos. Vários sites na internet nos disponibilizam  esses jogos.

Desta forma, o grande desafio dos educadores é viabilizar uma aula que  'facilite' esse disparo neural, as sinapses e o funcionamento desses sistemas, sem  que necessariamente o professor tenha que saber se a melhor forma de seu aluno  lidar com os objetos externos é: auditiva, visual ou tátil. Quando ciente da  modalidade de aprendizagem do seu aluno, (e isso não está longe de termos na  formação de nossos educadores) o professor saberá quais estratégias mais  adequadas utilizar e certamente fará uso desse grande e inigualável meio facilitador  no processo ensino – aprendizagem. 

Outra grande descoberta das neurociências é que através de atividades  prazerosas e desafiadoras o “disparo” entre as células neurais acontece mais  facilmente: as sinapses se fortalecem e redes neurais se estabelecem com mais  facilidade.  

Mas, como desencadear isso em sala de aula? Como o professor pode ajudar  nesse “fortalecimento neural”? Todo ensino desafiador ministrado de forma lúdica  tem esse efeito: aulas dinâmicas, divertidas, ricas em conteúdo visual e concreto,  onde o aluno não é um mero observador, passivo e distante, mas sim, participante, questionador e ativo nessa construção do seu próprio saber.  

O conteúdo antes desestimulante e repetitivo para o aluno e professor ganha  uma nova roupagem: agora propicia novas descobertas, novos saberes, é dinâmico  e flexível, plugado em uma era informatizada aonde  a cada momento novas  informações chegam ao mundo desse aluno. Professor  e aluno interagem  ativamente, criam, viabilizam possibilidades e meios de fazer esse saber,  construindo juntos a aprendizagem. 


Fonte: http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br/2012/04/importancia-da-neurociencia-na-educacao.html







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